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Genealogia das Famílias

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January 20

Origem e Imigração da Família Ternes

HISTÓRIA DE PETRÓPOLIS

 

 

 

ORIGEM DA FAMÍLIA TERNES

 

 

SOBRE O NOME TERNES (THERNES – THERNE – TERNE)

 

Na grafia alemã antiga, o T era comumente seguido de H, não tendo o H no caso som algum; assim era comum T virar TH ou vice-versa. Temos assim Ruppenthal e Ruppental, Thomas e Tomas, Blauth e Blaut ou Blaudt, Catharina e Catarina, Thernes e Ternes.

Não era raro as pessoas serem chamadas pelos seus sobrenomes acrescidos de S do genitivo, indicando "de", seguidos de seus prenomes. Assim Peter Schmidt poderia ser chamado Schmidts Peter (Peter do Schmidt). Assim, pode ter havido incorporação do S no final do sobrenome, Schmidt virando Schmidts ou, com mesma pronúncia, Schmitz, e até eventuais trocas de nomes por sobrenomes. Em certas regiões da Alemanha se usava o sobrenome acrescido de "in", sufixo formador do feminino, quando se referindo a mulheres. Assim Griebel (pronunciado Kriebel no Hunsrück) vira Kriebelin.

Fonte: Gaspar Henrique Stemmer

 

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO

 

 

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ NO BRASIL

 

Depois da Revolução Francesa em 1789 até as revoluções de 1848 na Europa, a Alemanha atravessou uma situação muito difícil. Havia discórdia por toda a parte. O povo estava cansado de tantas guerras. Os Estados, as pessoas ricas e pobres estavam cheias de dívidas, a indústria não funcionava e as estradas estavam destruídas. Havia um desemprego muito grande no Rhur. Quase todos estavam praticamente na miséria. Existiam muitos problemas nas minas de carvão, causando muito desemprego. Os que praticavam a vinicultura ficaram por lá; o restante, dependendo de outros empregos e não tendo onde trabalhar, não tiveram como se manter, procuraram emigrar para as Américas do Norte e do Sul.

 

O Sul do Brasil recebeu a esmagadora maioria dos imigrantes alemães, porém, a presença germânica no Sudeste do Brasil é notável. O Rio de Janeiro passou a receber imigrantes alemães em 1824, que rumaram para a colônia suíça de Nova Friburgo. Uma nova onda de imigrantes chegou em 1845 para Petrópolis. Em São Paulo, os primeiros imigrantes chegaram em 1829 e se instalaram em Santo Amaro, mas a maior parte chegou no início do século seguinte. No Espírito Santo a presença alemã na região das serras foi de extrema importância, principalmente com a chegada de colonos pomeranos nas décadas de 1850 e 1870.

 

 

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ EM PETRÓPOLIS

 

O processo industrial deu-se no começo com atividades caseiras alimentares, desenvolvendo-se, por exemplo, na região da Mosela, a indústria de conservas. A esta se agrega a produção de manteiga e queijo, que foram exportadas para a Província do Rio de Janeiro. Afora as indústrias alimentares os colonos se dedicavam às atividades de serraria, especializando-se também na construção de carroças, sendo esta incrementada com a inauguração da linha de diligências entre Petrópolis e Juiz de Fora (MG).

 

Em 1835 as estatísticas de Petrópolis registraram 332 oficiais colonos para 218 trabalhadores não colonos.

 

As autoridades provinciais desenvolviam um intenso plano de colonização estrangeira, a partir da Lei Provincial n º 56, de maio de 1840, autorizando o governo a promover o estabelecimento de colônias agrícolas e a adquirir terras a fim de loteá-las aos colonos.

 

Em 1837, chegou ao Rio de Janeiro o navio Justine com 238 imigrantes alemães, cujo destino seria Sidney, na Austrália. Devido aos maus tratos sofridos a bordo, os colonos alemães resolveram não seguir viagem, permanecendo no Rio de Janeiro. Após se entender com a Sociedade Colonizadora do Rio de Janeiro, Major Julio Frederico Koeler interessou-se por eles e através de pagamento de indenização feito pelo Governo ao capitão do navio, de nome Lukas, foi dada permissão aos colonos de desembarcarem no Rio de Janeiro.

 

Em 1844, o Presidente da província fluminense Aureliano de Sousa e Oliveira Coutinho, Visconde de Sepetiba, assinou um contrato com a firma Charles Delrue & Cia., de Dunquerque, para que fossem contratados imigrantes para trabalhar nas obras que encetava. Os contratadores, dando uma interpretação liberal a uma cláusula do contrato, ao invés de remeterem colonos alemães, especializados na abertura e melhoramento das estradas, enviaram famílias inteiras, cujos integrantes, na sua maioria, não possuíam a especialização pretendida.

 

A propaganda na Alemanha foi exagerada, prometendo-se maravilhas no Brasil, deslocando-se para o Brasil famílias inteiras.

 

Aureliano Coutinho, não tendo condições de alojar tantas pessoas, recorreu a Paulo Barbosa, na esperança de que este pudesse alojá-los na Fazenda Santa Cruz, ou nas imperiais Quintas. Paulo Barbosa, conhecendo o plano do Koeler de criar em Petrópolis uma colônia agrícola capaz de suprir a capital de diferentes espécies de frutas e legumes da Europa, acertou com este a vinda dos colonos para Petrópolis.

 

Naquela época a Alemanha sofria uma grande crise, o desemprego e a miséria atormentavam muitas pessoas obrigando várias famílias a procurarem novos destinos, novas terras onde pudessem ter uma vida mais digna.

 

O Major Koeler, em 1845 sugeriu ao Imperador que trouxesse os alemães do navio Virgine a Petrópolis para formarem uma colônia agrícola e ao mesmo tempo provar a superioridade do trabalho livre sobre o trabalho escravo.

 

E assim foi, após um difícil acesso pela Serra da Estrela, através do Caminho Novo da Piedade, chegaram ao Alto da Serra em 29 de junho de 1845, data em que se oficializou a colonização alemã de Petrópolis, sendo que após esta data outras levas de colonos foram chegando. Vale frisar que antes, por volta de 1837 já haviam alemães trabalhando no Itamarati (hoje 2o Distrito).

 

Koeler dividiu as terras em prazos e os distribuiu aos colonos em várias partes da cidade denominadas quarteirões. Para amenizar a saudade e homenagear os colonos o Major deu aos quarteirões o nome de localidades da Alemanha de onde eles vieram, são elas: Mosela, Bingen, Darmstadt, Ingelheim, Woerstadt, Worms, Nassau, Westfália, Renânias inferior, central e superior, Siméria, Castelânea e Palatinatos inferior e superior.

 

Também em sua planta duas praças, a Wiesbaden e a Koblenz, esta onde se localiza o Palácio de Cristal, porém, falhou como colônia agrícola e os alemães tiveram o papel fundamental na povoação, construção e desenvolvimento da recém nascida “cidade de Pedro”.

 

Por volta de 1852 residiam em Petrópolis 3016 alemães.

 

Em 1853 já existiam diversas indústrias, entre elas uma fábrica de tecidos, de Alfred Gand, três de cerveja, uma serraria para fabricar tinas, rodos e outros produtos de madeira e uma fábrica de calçados.

 

 

LEVAS DE IMIGRANTES ALEMÃES:

 

Os germânicos de Petrópolis estão divididos em dois grupos: os 235 que vieram em 1837, pelo navio "Justine" e os 2.111 que chegaram no ano de 1845, em 13 navios. 

 

Os primeiros (1837) viajavam do Havre para a Austrália, quando o comandante do "Justine" resolveu fazer escala no Rio de Janeiro, devido a um motim dos passageiros, revoltados com os maus tratos e privações.

 

O engenheiro Júlio Frederico Koeler, então, incumbido da construção da estrada do Itamarati, logo providenciou a vinda desses elementos, a fim de aproveitá-los nas obras que realizava, demostrando praticamente a superioridade do trabalho livre e a necessidade imperiosa de colonos para a Província do Rio de Janeiro. 

 

Os bons resultados obtidos com os 235, acidentalmente vindos para os núcleos de  povoação, que mais tarde dariam origem a Petrópolis, entusiasmaram os governantes da Província, que celebraram um contrato para a vinda de colonos com a casa de Dunquerque, Charles Delrue & Cia.

 

Do total de 2.318 alemães, 75 faleceram antes de tomar destino, a maioria de febre tifóide; 106 seguiram para o Rio Grande do Sul; 26  permaneceram na Côrte, e os restantes 2.111 foram para Petrópolis. 

 

A maioria dos colonos era natural de aldeias localizadas em 2 bispados: Treves e Mogúncia. Esses 2 bispados estavam englobados na região da Renânia e Westphália, ou seja, no Grão-Ducado de Hesse-Darmstadt e no Ducado de Nassau, região atualmente conhecida pelo nome de Hunsruck.

 

 

 

DIVISÃO E OCUPAÇÃO DAS TERRAS:

 

A quantidade de colonos, em cada quarteirão foi a seguinte: Bingen: 28 – Brasileiro: 2Castelânea: 40 – Darmstadt: 22 - Dona Leopoldina: 1 – Francês: 13 – Ingelheim: 35 – Mosela: 47 – Nassau: 40 - Palatinato Inferior: 13 - Palatinato Superior: 22 – Presidência: 16 - Princesa Imperial: 1 - Renânia Central: 22 - Renânia Inferior: 16 - Renânia Superior: 7 – Siméria: 18 – Suíço: 9 - Vila Imperial: 38 - Vila Teresa: 11 – Westfália: 20 e Woerstadt: 24.

Qual o motivo para essa denominação germânica, o batismo dos quarteirões? A  explicação achamos num ofício de Koeler para o Presidente da Província, em 7 de agosto de 1845: "Desejando eu poder colocar os colonos alemães em grupos, pelas diversas localidades de Petrópolis conforme sua nacionalidade, o que eles aliás me requereram, rogo a V. Excia. se digne remeter com a possível brevidade relação circunstanciada dos colonos que estão aqui, na Fábrica na Estrela ou no depósito, para que à vista das declarações eu possa efetuar meu intento." 

 

Os colonos foram agrupados, segundo a origem nos diversos quarteirões, que por sua vez, receberam o  batismo da nacionalidade de quem os habitava.

 

Os quarteirões foram subdivididos em prazos e estes classificados em 4 classes. Os de 1ª classe constituíam os terrenos destinados à povoação, próximos ao Palácio Imperial, com testada de 5 a 10 braças e 70 de fundo.

 

 

 

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO DA FAMÍLIA TERNES

 

ANTON TERNES – Nasceu na Alemanha. Veio para o Brasil em 1837 no navio Justine junto com outros 234 imigrantes alemães, o navio seguia de Havre para a Austrália, quando o comandante resolveu fazer escala no Rio de Janeiro, devido ao motim dos passageiros, revoltados com os maus tratos e privações, desta forma desembarcou no Rio de Janeiro. Foi para Petrópolis através do Caminho Novo da Piedade, chegaram ao Alto da Serra. Paulo Roberto Martins de Oliveira em suas obras relatou que recebeu terras no Quarteirão Castelânea e o relacionou entre os 361 nomes das 456 famílias de colonos germânicos que chegaram a Petrópolis entre: 29/06/1845 a 31/12/1846. Casou-se com Catharine Loepsch.

 

 

 

 

 

 

 

January 02

Genealogia da Família Rigo "Riggo" e Guerra

HISTÓRIA DE PETRÓPOLIS

 

 

ORIGEM DA FAMÍLIA RIGO:

 

ITÁLIA:

A Itália é um país europeu, localizado no sul do continente, ocupando a quase totalidade da Península Itálica, mais as ilhas da Sardenha e Sicília. O nome Itália vem da Roma antiga. Os romanos chamavam o sul da península italiana de Itália, que significa "terra de bois" ou "terra de pastos". A capital da Itália é Roma, que é também a maior cidade do país. Ela compreende o vale do rio Pó, a Península Itálica e as duas maiores ilhas no mar Mediterrâneo, a Sicília e a Sardenha. Possui o formato aproximado de uma bota e por esse motivo os italianos comumente chamam-na de "lo stivale" ("a bota"), ou la Penisola ("a Península" como uma antonomásia). A fundação do Estado italiano moderno remonta à Unificação, completada em 1870. (Para saber todos os detalhes sobre a história da Itália clique aquí: Conheça a Itália.)

 

 

VENETO:

O Vêneto (em italiano Veneto) é uma região do norte da Itália, cuja capital é Veneza. Tem limites a leste com o Friuli-Venezia Giulia, a norte com a Áustria (Tirol e Caríntia), a noroeste com o Trentino-Alto Ádige, a oeste com a Lombardia, ao sul com a Emília-Romagna e a leste com o Mar Adriático (Golfo de Veneza).

A região do Vêneto é habitada desde a pré-história. A história dessa região faz parte da história da reende Trentino-Alto Ádige, Vêneto e Friuli-Venezia Giulia. vasta região do Nordeste da Itália, situada entre os confins do Mar Adriático e a cadeia dos Alpes Orientais, que comp

Em época histórica a partir do século I a.C. fez parte do Império Romano como Regio X Venetia et Histria.

Depois da queda do Império Romano, foi invadida por diversos povos bárbaros (godos, hérulos, hunos e lombardos). Esta última invasão é descrita por Paolo Diacono na sua Historia Langobardorum. Entre o século VI e VIII ocorreu uma divisão sempre mais nítida entre o Vêneto interno, sob o domínio lombardo e a Veneza marítima dependente do Império Bizantino e do exarcado de Ravenna. Grande parte da população e as autoridades religiosas se transferiram das cidades do interior aos centros lagunares (Grado, Torcello, Caorle, Malamocco e Civitas Nova ou Heraclea). Com a conquista lombarda de Ravena na metade do século VIII, o território lagunar adquire uma crescente independência do Império Bizantino do qual permanece formalmente dependente. Com a transferência da sede do duque bizantino de Civitas Nova, sobre a terra firme, a Malamocco, nas ilhas lagunares, e depois, no início do século VIII, a "Rivoalto" (atual Rialto), originou-se a cidade de Veneza.

Veneza, graças à imensa fortuna arrecadada através do comércio marítimo e terrestre com todo o mundo então conhecido, torna-se a mais potente das quatro Repúblicas Marítimas da península itálica, que tinham o domínio comercial das rotas do mar Mediterrâneo. Expandindo seu domínio aos territórios circundantes, em torno de 1400 constituiu um Estado, a Sereníssima República de Veneza, cujos confins se estendiam além daqueles da antiga região romana, compreendendo parte da Lombardia, da Ístria, da Dalmácia, e vários territórios no ultramar.

Ao fim do século XVIII, a Sereníssima República, agora em declínio, foi invadida por Napoleão Bonaparte e cedida, em troca da Bélgica, à Áustria. A república foi dividida em muitas partes pela Áustria, partes estas que se tornaram províncias do Império Austríaco. O governo austríaco foi em geral benévolo, com administração eficiente e honesta, buscando realizar certos benefícios aos seus súditos, mas não muito liberal. A parte correspondente à atual região do Vêneto permanece assim por cerca de 60 anos, como parte do Reino Lombardo-Vêneto, sob domínio do Império Austríaco. Participou do movimento do risorgimento com a heróica rebelião de Veneza de 1848-1849.

Em seguida à guerra Austro-Prussiana de 1866, após a Batalha de Sadowa, a Áustria teve que ceder o Vêneto a Napoleão III. O tratado de Paz de Viena, firmado em em 3 de outubro de 1866, dispunha textualmente que a cessão do Vêneto (com Mântua e Údine) deveria ser sob reserva do consenso da população devidamente consultada. Napoleão III procedeu à organização de um plebiscito, em obediência ao tratado, porém foi sujeito a forte pressão por parte da Casa de Savóia a ceder o controle do território antes mesmo da organização do plebiscito. O conde de Gramont, governante provisório do território, mais Mântova e Pordenone-Údine, buscou respeitar o acordo. A pressão da casa de Savóia foi tal que Napoleão II ordenou ao conde de Gramont que ser retirasse e deixasse o Vêneto ser ocupado pelas tropas do Reino da Itália. Assim o plebiscito foi organizado pela casa de Savóia, que o organizou de modo a não deixar opção aos venezianos, que perderam assim o último espaço de autonomia e liberdade. O plebiscito era necessário para formalizar, segundo os acordos precedentes à guerra, a já prevista anexação do Vêneto ao Reino de Itália. O acesso ao voto, como em outros plebiscitos da época (por exemplo naquele para anexação de Nice à França), excluía as mulheres e foi limitado pelo censo: interessou portanto somente a uma minoria da população (menos de 650.000 votantes sobre um total de 2.603.009 residentes). O resultado (646.789 sim; 69 não; 567 votos nulos), diz respeito à absoluta falta de segredo da votação no voto e de transparência nas conseqüentes operações de escrutínio. Desta maneira, o resultado militar do Reino da Itália na terceira guerra de independência se transformou em um sucesso político para a casa de Savóia.

O domínio da casa de Savóia não foi profícuo sob o aspecto econômico: a pressão fiscal maior do que a austríaca, os serviços inferiores, e a burocracia menos eficiente que a burocracia austríaca.

À perda do mercado da Europa Central seguiu-se um período de crise econômica. Depois da anexação ao Reino de Itália e até a Primeira Guerra Mundial houve uma intensa emigração do Vêneto, particularmente para Argentina, Brasil e Uruguai. Durante a Primeira Guerra Mundial, parte do território sofreu graves danos.

O fenômeno da emigração continuou logo o pós-guerra, dirigido principalmente aos países da América Latina que tinham recebido as ondas migratórias anteriores precedentes do Vêneto. Esta nova onda migratória foi um pouco melhor organizada.

A Segunda Guerra Mundial trouxe novas destruições, sobretudo por causa dos bombardeios aéreos (particularmente aquele que arrasou grande parte de Treviso).

Terminada a guerra houve nova onda migratória para Argentina, Uruguai, Brasil, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos, Canadá e Austrália. Houve também fluxos migratórios mais breves a Bélgica, França e Alemanha. Calcula-se que existam no mundo cerca de 9 milhões de oriundos do Vêneto.

A partir dos anos oitenta a emigração se exauriu e, desde então, o Vêneto se tornou terra de imigração. Muitos dos novos migrantes são, em realidade, cidadãos italianos, emigrados durante os anos duros, que retornam a seu país; embora esses falem uma versão de seu dialeto mais arcaica que a agora utilizada no Vêneto. Nas últimos eleições, os cidadãos italianos residentes no exterior puderam votar.

O imponente aumento do nível médio de instrução escolar no Vêneto criou uma consistente sub-ocupação intelectual, com trabalhos provisórios inadequados a muitos jovens formados, que não encontram mais muito trabalho. Surgiu o fenômeno de uma certa desocupação na categoria culta e de uma certa necessidade de imigração para alguns trabalhos simples. (Para saber todos os detalhes sobre Vemeto clique aquí: Conheça Veneto.)

 

 

VERONA

 

A província de Verona é uma província italiana da região de. Está dividida em 98 comunas, sendo a capital Verona.

Faz fronteira ao norte com Trentino-Alto Ádige (província de Trento). A este com a província de Vicenza) e com a província de Pádua. Ao sul com a província de Rovigo e a oeste com a Lombardia (Província de Mântua) e a Província de Bréscia. (Para saber todos os detalhes sobre Vemeto clique aquí: Conheça Verona.)

 

PESCANTINA

Pescantina é uma comuna italiana da região do Vêneto, província de Verona. Estende-se por uma área de 19,66 km2, tendo uma densidade populacional de 653 hab/km2. Faz fronteira com Bussolengo, Pastrengo, San Pietro in Cariano, Sant'Ambrogio di Valpolicella, Verona. (Para saber todos os detalhes sobre Vemeto clique aquí: Conheça Pescantina.)

 

REGISTROS DA FAMÍLIA RIGO

Nos registros italianos realizados, que se salvaram ao tempo e às guerras, constatou-se que há registros da família RIGO nos anos de 1.302 - 1.313. (Clique aqui e veja o documento na íntegra e consulte a página 79.)

 

 

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO ITALIANA NO BRASIL

Para surpresa de muitos, não foi o Sul e São Paulo os primeiros a acolherem os primeiros imigrantes italianos. De acordo com pesquisas do sociólogo italiano Renzo M. Grosselli, a primeira expedição partiu de Gênova, em 3 de janeiro de 1874, no navio a vela "La Sofia", e a segunda chamada de " Rivadávia " - ambas de bandeira francesa.

Chamada de Expedição de Pietro Tabachi - nome do homem que recrutava trabalhadores no norte italiano para virem trabalhar na primeira colônia criada pelo governo brasileiro, chamada de Nova Trento (hoje Santa Cruz no Município de Aracruz). E esta colônia foi no Espírito Santo. Por causa disso, Santa Cruz é conhecida como berço da Imigração Italiana no Brasil.

O "Sofia" aportou no Brasil em fevereiro de 1874, com 386 famílias. Oficialmente, contam os relatos ter o Rivadávia aportado em 31 de maio de 1875m com 150 famílias italianas, encaminhadas para Santa Leopoldina, de onde seguiram para Pimbuí e fundaram Santa Teresa. De 1874 a 1894 foram sucessivos navios trazendo muitas e muitas famílias para as terras capixabas.

A história da imigração italiana no sul do Brasil é recheada de informações que mais parece uma colcha de retalhos. Enquanto, oficialmente, o Espírito Santo é tido como precursor dos italianos, relatos feitos no sul, em especial Rio Grande do Sul, conta que não há dúvidas de registro da presença de italianos no Rio Grande do Sul antes de 1875; o próprio presidente da província num relato de 1876 apresenta à Assembléia Legislativa, onde afirma que de 1859 a 1875 entraram 12.563 imigrantes, dos quais 729 eram italianos. Entretanto, a grande leva de italianos para as terras gauchas, em especial para o Rio Grande se deu entre os anos de 1876 e 1877, mantendo-se até 1888 com um contingente de 3 a 4 mil indivíduos, em 1884 cai para algo em torno de 1 mil; já em 1885, eleva-se para 7600. Com o regime republicano instalado, propicia a entrada dos italianos, aumentando bastante nos anos seguintes. As estatísticas revelam chegar em torno de 70% de imigrações italianas, comparada às outras imigrações, chegando a 84 mil italianos dos 154 mil imigrantes de outras origens.

Em São Paulo existem relatos da imigração italiana ter sido iniciada no ano de 1871. O que acredita-se ter vindo grupos isolados. São Paulo recebe os imigrantes com um objetivo definido: direcioná-los às fazendas de lavoura de café, no interior do estado. Juntamente com os espanhóis, os italianos substituíram os negros nas plantações. Assim como aconteceu com os japoneses, os italianos também sofreram decepções: promessas de terras que não surgiram, salários baixos, maus tratos, doenças, etc. Muitos foram em busca de novas propostas nos grandes centros: no comércio e nas fábricas.

Entre 1891 e 1895, 81 famílias (258 pessoas) provenientes da cidade de Schio, província de Vicenza, Itália, entraram no Estado de São Paulo. Esse grupo fazia parte de um contingente muito maior de 288 famílias (1.040 pessoas) de operários têxteis que imigraram para o Brasil, no mesmo período.

Além de São Paulo, os outros quatro estados brasileiros que receberam contingentes migratórios de Schio foram, por ordem de grandeza numérica:  Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Entretanto, deve-se considerar que, até onde pudemos chegar com os resultados das pesquisas realizadas, 157 famílias (cerca de 543 pessoas) não tiveram, ainda, os locais onde desembarcaram e seus destinos identificados.

Além do grande contingente de imigrantes que se deslocou para São Paulo, um expressivo grupo se dirigiu ao planalto do Rio Grande do Sul. A partir de sua iniciativa fundou-se, em meados da década de 1890, a "Cooperativa de Tecidos de Lã" que encampava a "Sociedade de Tecidos Tevere" e a "Sociedade Novità", dissolvidas em assembléia dos sócios aos 4 de fevereiro de 1917. A história da imigração de Schio para o Rio Grande do Sul está indelevelmente associada à fundação do distrito de Galópolis (antiga "El Profondo"), e da citada cooperativa industrial têxtil, depois transformada no Lanifício "São Pedro". Independentemente de suas origens específicas, esse contingente de trabalhadores que veio da região de Schio deu vida a um insólito empreendimento de matriz industrial - dentro de uma área rural - alterando e dinamizando qualitativamente os processos produtivos até então existentes naquela região. Caxias do Sul tornou-se um pólo industrial também por iniciativas como a dos construtores da "Cooperativa de Tecidos de Lã". Esses operários, malgrado eventuais vínculos com as idéias socialistas e anarquistas, estavam, sob a ótica econômica, integrados ao circuito das mercadorias. Detinham um saber desconhecido da grande maioria dos imigrantes vênetos, trentinos e lombardos que povoaram o planalto gaúcho, originários predominantemente do campo. A tecelagem nascida das mãos operárias passaria por mãos alheias até voltar, recentemente, a se transfomar numa cooperativa autogestionária.

Outra menção que se faz necessária é para o grupo desses operários que se dirigiu às fábricas têxteis do Estado do Rio de Janeiro. Particularmente citada era uma tecelagem existente no distrito de Cascatinha, município de Petrópolis. Essa fábrica pertencia à Companhia Petropolitana e, pelos dados de 1906, ocupava cerca de 1100 operários, quase todos italianos. Na época era a única fábrica de tecidos de seda do Brasil. Seu fundador foi um italiano de nome Edoardo Capitani.

Algumas poucas famílias de imigrantes de Schio rumaram para Minas Gerais e Espírito Santo.

A causa principal dessa imigração foi a  irrupção de uma crise que se abateu sobre as relações de trabalho, até então estáveis, entre operários e representantes da empresa "Lanifício Rossi S.p.A." - Schio. O epicentro dos acontecimentos que levaram à ruptura dessa transitória paz, foi a greve de 17 de fevereiro de 1891, a primeira, após dezoito anos de produção ininterrupta. Nos anos seguintes, houve outras paralisações motivadas, entre outros, pelo rebaixamento do preço das horas trabalhadas e pelas péssimas condições de trabalho.

Uma hospedaria para os imigrantes (Hospedaria dos Imigrantes: 1882 - 1924) foi criada em 1882 em São Paulo para recolher os imigrantes recém chegados ao porto de Santos e posteriormente encaminhá-los para as Fazendas de café do Interior do Estado. Seus arquivos constam de 58 rolos de microfilmes, contendo livros de registros de entrada e seus respectivos índices, utilizados durante toda a sua existência.

 

 

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HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO DA FAMÍLIA RIGO (RIGGO)

 

RIGO LUIGI (nos diversos documentos dos filhos encontramos o nome modificado para: Riggo Luiz e Luiz Rigo) nasceu na Itália. Veio para o Brasil com sua esposa Dall’ora, Clementina (Dolore Clementina) e seus seis filhos (Maria Riggo, Genoveva Virgínia Rigo, Josephina RigoBongiovani” Batista Riggo, ? Rigo e RIGO ALESSANDRO)  no vapor “Solferino”, procedente do porto de Gênova, que atracou no Porto de Santos/SP em 27 de setembro de 1894. Dirigui-se para a Hospedaria dos Imigrantes, daí para o Porto da Estrela ou Porto de Mauá (não se tem notícia se por via terrestre ou marítima) onde hoje é a Praia de Mauá ou Praia da Piedade, que era uma importante vila e depósito de mercadorias, hoje em ruínas, mas que ainda pode ser visitado. O Porto da Estrela era o início da variante do Caminho Novo que subia a Serra do Mar pela Estrada de Ferro, construída entre 1883 e 1886, atravessando a exuberante Serra Velha, a partir da Raiz da Serra (Estrada Real - Na região surgiu a primeira usina hidrelétrica da América do Sul, a Marmelos Zero) desembarcando na estação do distrito de Cascatinha

RIGO ALESSANDRO (nos diversos documentos do próprio ou dos filhos encontramos o nome modificado para: Rigo Alexandre e Alexandre Ângelo Riggo) nasceu em 31 de março de 1890 em Pescantina/Itália, (tendo falecido em 19 de fevereiro de 1937 em Petrópolis/RJ. Contraiu matrimônio com TOSCANA GUERRA em Petrópolis, na Paróquia Sant´Ana e São Joaquim, então Capella de Cascatinha, na forma  concílio de Trento, em 25 de junho de 1910. Trabalhou na Companhia Petropolitana de Fiação e Tecidos, fábrica Têxtil de Cascatinha/Petrópolis (*) como tecelão e ainda era o jogador e treinador de futebol do time da referida fábrica. Fixou residência no Bairro acima (topografia elevada – morro) da Fábrica onde trabalhava denominado “Volta do Lixo”, reduto de imigrantes italianos na época. Faleceu em 19 de fevereiro de 1937 em Petrópolis.

 

(*) Em 17 de setembro de 1873, o imperador autorizava o funcionamento da Cia. Petropolitana de Tecidos, indústria que atraiu grandes levas de trabalhadores imigrantes italianos àquele distrito, inclusive algumas famílias de imigrantes oriundas de Schio. A Companhia Petropolitana, de Cascatinha, apresenta, arquitetonicamente, um dos mais completos complexos industriais ainda existentes: o edifício central semelhante a um castelo medieval, com estrutura de ferro belga, cercado por edificações menores, onde funcionavam as oficinas de reparo, seção de estoque de material, embalagem, etc . Existe uma pequena ferrovia interna ligando as suas seções. Adiante, na vila operária, sua igreja - em cujo adro ergue-se o coreto e onde ainda hoje se realizam suas festas de barraquinhas. Por seus arquivos, um dos mais completos e um dos mais bem conservados das indústrias de Petrópolis, pode-se reconstruir a estrutura econômica de um estabelecimento fabril da época, bem como a sua importância como origem de uma comunidade em moldes paternalistas, quase feudais. A Diretoria da empresa sentia-se com responsabilidade sobre os operários que, por sua vez, sentiam-se quase como propriedade da companhia, uma vez que toda a família dali recebia seu sustento, pois trabalhavam pai, mãe, tio, filhos, cunhados e crianças, desde os sete ou oito anos de idade, dela fazendo o centro de suas existências. A empresa assumia a responsabilidade por setores como a medicina, a odontologia, a creche para os filhos das empregadas e pelos armazéns que forneciam gêneros de primeira necessidade, principalmente em períodos de crise. Era ainda a Diretoria que providenciava a compra dos terrenos e a construção de casas para a vila operária, observando a conveniência dos locais e as necessidades das famílias. Era em terrenos da Companhia Petropolitana que essas famílias assistiam a missa dominical, na igreja que ajudaram a construir, angariando fundos em festinhas que elas mesmo organizavam. Era ali que gastavam suas horas de lazer, fazendo parte da banda (ainda hoje, uma das melhores de Petrópolis) e frequentando o seu clube. Afábrica, pelos dados colhidos em 1906, ocupava cerca de 1.100 operários, quase todos italianos. Segundo uma publicação do FANFULLA, órgão da imprensa italiana de São Paulo daquela época, falando sobre a eficiência do ensino de italiano na escola de Cascatinha assim se manifesta: Miglior fortuna ha avuto la scuola italiana di Cascatinha, un piccolo borgo di 3.500 abitanti poco distante da Petropolis, dove si trovano più di 2.000 italiani, parte impegnati nella fabbrica di tessuti che vita alla località e parte dediti all'agricoltura, la scuola è mantenuta dalla Società di Mutuo Soccorso ed è molto frequentata, perché ha un eccelente maestro.

 

 

 

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO DA FAMÍLIA GUERRA

GUERRA GIUSEPPE – (nos diversos documentos dos filhos encontramos o nome modificado para: Josepe Guerra e José Guerra) nasceu na Itália. Casou-se naquele país com PETRAZZINI VIRGINIA. Vieram para o Brasil com seus filhos: Marieta, João Guerra e GUERRA TOSCANA, todos italianos. Foram para Jundiaí/SP. Chegaram no núcleo em 24 de setembro de 1.887 junto com os  22 (vinte e dois) colonos italianos. No começo de outubro fizeram o pedido de lotes na região. Enquanto aguardavam a liberação dos lotes ficaram no Núcleo Colonial Barão de Jundiaí. Não passaram pela Hospedagem do Imigrante na capital (São Paulo). Contava com passagem livre nas ferrovias e com abrigo no núcleo, conhecido como "Barracão" e substituía a Hospedaria do Imigrante em São Paulo, havendo além de abrigo, alimentação, assistência e orientação. Como chegaram antes da construção do abrigo, ficaram aguardando lotes na “Figueira”, símbolo deste Núcleo Colonial, árvore que existiu na região central da Colônia, tornou-se lendária ao cumprir, nos primeiros tempos, a função de "alojamento" dos imigrantes. Segundo depoimentos, as famílias permaneciam sob a figueira protegidas por panos, lençóis e barracas, enquanto esperavam a liberação de seus lotes, ou a construção do "barracão" projetado. Já em 1.888 solicitou lotes em São Paulo junto com: Batistel Bortolo, Ceccato Marco, Ceccato Domenico, Balsa Benevenuto, Donola Santi, Bontempo Luigi, Ceccato Nicola, Genesini Crhistiano, Segala Daniele, Mantovani Angelo, Nalini Giovanni Baptista, Rebelati Giovanni , Guarnieri Abondio, Rossignol Isaia, Donato Angelo, Gasparini Luigi, Parola Antonio, Goso Marco, Passarin Martino, Bistafa Michelangelo, De Carli Cesar, Basoni Giovanni, Ceccato Michele, Robini Mariano, Domenico Argo, Bocan Carlo, Melatti Cesar, Menato Romano, Passarini Antonio, Venzegnazi Pietro, Rossi Angelo, Rigghi Jean Baptista, Bertolini Ferdinando, Benatti Hectore, Emile Lhoste, Chiavegato Giuseppe, Joberjian François, Giangrossi Santi, Pavarato Antonio, Nascimbene Angelo, Pradella Antonio, Nalini Belamino, Demarchi Francesco, Masini Antonio, Murari Erminio, Berton Francesco, Schiavi Luigi, Cechin Marco, Scali Pasquale, Ungaro Francesco, Zambon Glosue, Vaccari Jacintho, Bettagno J. Guerino, Carpi Amedeo, Fraccaroli Gaetano, Guarisi Buono, Rogo Guarisi M. Ondio, Tessari Giovanni Baptista, Chiaramonti Angelo, Cosin Antonio, Croaro Santo, Nalini Giovanni, Pillon Angelo, Cosin Giovanni, Zandona Antonio, Zananzini Giovanni, Marzaro Luigi E Mazzalira Giovanni. No Brasil tiveram outros filhos: Ana, Antônio e Constância. Há ainda outro filho, César Guerra, que não se sabe se veio da itália com o casal ou se nasceu no Brasil.

PETRAZZINI VIRGINIA (nos diversos documentos dos filhos encontramos o nome modificado para: Virgínia Guerra, Virgínia Espedracini Guerra) Nasceu na Itália, veio para o Brasil junto com seu esposo e filhos (detalhes em GUERRA GIUSEPPE).

TOSCANA GUERRA (nos diversos documentos da própria ou dos filhos encontramos o nome modificado para: Guerra Toscana, Luigia - Maria Guerra Toscana - Toscana Luíza Riggo - Toscana Maria Guerra) nasceu em Pescantina/Itália em 12 de junho de 1892, tendo falecido em 8 de novembro de 1970 em Petrópolis. Foi batizada na Paróquia de "San Zenone Vescovo e Martire" em ????. Veio para o Brasil com Carteira de Estrangeiro 83.572. Contraiu matrimônio com RIGO ALESSANDRO em Petrópolis, na Paróquia Sant´Ana e São Joaquim, então Capella de Cascatinha, na forma do concílio de Trento, em 25 de junho de 1910. Como o seu esposo, trabalhou na Companhia Petropolitana de Fiação e Tecidos, fábrica Têxtil de Cascatinha/Petrópolis, operando tear, o que lhe custou um grave acidente quando uma lançadeira saiu da máquina e lhe atingiu a face do lado direito, deixando um grande defeito em seu rosto (ver foto no álbum). Faleceu em 8 de novembro de 1970 em Petrópolis.

 

 

 
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